1 de fevereiro de 2011
De volta
Passados vários meses sem a publicação de uma única linha neste espaço, eis que o fervor criativo me abraça e me impele à escrita neste espaço egoísta que tenho orgulho em reclamar como MEU!
Muito passou, muito se fez, muito se conquistou, muito se disse, muito se viveu, se perdeu, se ganhou, se transformou...
Regresso às palavras, fugindo dos sentimentos, regresso às palavras tendo na mente as palavras sábias de Alberto Caeiro, que nos deixou a mensagem pura, de que "Pensar é estar doente dos olhos."....
E de facto talvez seja mesmo isso que o mundo tem tido falta de doenças nos olhos, porque de pensamento pouco ou nada tem aproveitado.
Guerras, aumentos, recibos verdes, transferências e ordenados milionários, desemprego, fome, torturas, Wikileaks, Carlos Castro, Coreias, Futebol, Mourinho, José Manuel Coelho, já disse Carlos Castro??
Acho que sim... (Aches to aches... dust to dust)...
Que reviravolta é esta a que os olhos estão sujeitos?
Todos os dias se fazem perguntas, se contam histórias, se dizem coisas, se esquecem memórias, em torno do imediato, que hoje em dia é sem dúvida o principal prato da ementa imagética a que nos propomos assistir.
Quantas vezes imagino estar sentado, sossegado, descansado, feliz e conformado, com o presente, futuro e passado... Mas também quantas vezes sinto que esse mesmo pensamento é de todo impossível de alcançar.
Dou por mim a pensar... lá está.. estou doente dos olhos...
Dou por mim a pensar, que não há sequer tempo para respirar, neste corropio frenético de imposições sociais de um mundo que caminha a passos mais que rápidos para a incerteza dominante, para a pobreza relacional de quem faz do mundo, O MUNDO... Nós!
Em que nos transformámos nós?
Somos hoje pessoas com cada vez mais problemas relacionais.. temos como objecto pessoal primordial, algo que nos obriga a tirar os olhos do horizonte e a centrá-los num pequeno ecrã....
IPhones, Blacberrys, Samsungs, Ipads.. tudo serve para nos tornarmos pessoas mais sós, para nos tornarmos menos pessoas, e mais indivíduos.
Sempre soube, ou melhor, sempre tive como garantido que o ser humano era essencialmente fruto do meio onde está inserido...
Hoje em dia acredito que o ser humano é cada vez mais influenciado pelo mundo onde se insere.
Hoje escolhemos o que há uns anos atrás não era sequer hipótese de escolha..
Hoje temos total controlo daquilo que queremos ser, ou melhor hoje temos total acesso à projecção daquilo que gostaríamos de ser.. e se não o conseguimos ser, fingimos que somos, porque para os outros é exactamente a mesma merda!
E é isso que na verdade mais importa, aquilo que eu sou, tem mais valor, quando é valorizado pelo outro, e não quando me distingue do outro.
Obrigado avô por tudo o que me ensinou.
Nos meus 27 anos de vida, aprendi muito com a sua rectidão, com a constância de um pensamento estruturado, edificado a tijolo e cimento, e assente numa preponderância de convicções inabaláveis que tanta falta fazem a este mundo do qual partiu.
A mim fazem-me muita falta, e acho que aqui, agora, com as lágrimas que me escorrem pela cara, fruto das palavras que aqui escrevo, praticamente 2 meses depois da sua morte, agora sim sinto verdadeiramente a falta que me faz.
Tenho pena de não lhe ter dito as últimas coisas que tinha para lhe dizer, para lhe contar, para lhe mostrar.
Aprendi muito, contarei tanto, pensarei sempre, mesmo que isso seja a doença dos meus olhos, que tive a sorte de ter sido educado por alguém que sempre considerei uma entidade deveras superior, magnânime, acima de todas as coisas térreas.
Continuarei a missão de ser o que sou, de ser como sou, de tentar que os outros sejam mais como eu, porque não quero de todo ser igual a todos os outros.
Muito passou, muito se fez, muito se conquistou, muito se disse, muito se viveu, se perdeu, se ganhou, se transformou...
Regresso às palavras, fugindo dos sentimentos, regresso às palavras tendo na mente as palavras sábias de Alberto Caeiro, que nos deixou a mensagem pura, de que "Pensar é estar doente dos olhos."....
E de facto talvez seja mesmo isso que o mundo tem tido falta de doenças nos olhos, porque de pensamento pouco ou nada tem aproveitado.
Guerras, aumentos, recibos verdes, transferências e ordenados milionários, desemprego, fome, torturas, Wikileaks, Carlos Castro, Coreias, Futebol, Mourinho, José Manuel Coelho, já disse Carlos Castro??
Acho que sim... (Aches to aches... dust to dust)...
Que reviravolta é esta a que os olhos estão sujeitos?
Todos os dias se fazem perguntas, se contam histórias, se dizem coisas, se esquecem memórias, em torno do imediato, que hoje em dia é sem dúvida o principal prato da ementa imagética a que nos propomos assistir.
Quantas vezes imagino estar sentado, sossegado, descansado, feliz e conformado, com o presente, futuro e passado... Mas também quantas vezes sinto que esse mesmo pensamento é de todo impossível de alcançar.
Dou por mim a pensar... lá está.. estou doente dos olhos...
Dou por mim a pensar, que não há sequer tempo para respirar, neste corropio frenético de imposições sociais de um mundo que caminha a passos mais que rápidos para a incerteza dominante, para a pobreza relacional de quem faz do mundo, O MUNDO... Nós!
Em que nos transformámos nós?
Somos hoje pessoas com cada vez mais problemas relacionais.. temos como objecto pessoal primordial, algo que nos obriga a tirar os olhos do horizonte e a centrá-los num pequeno ecrã....
IPhones, Blacberrys, Samsungs, Ipads.. tudo serve para nos tornarmos pessoas mais sós, para nos tornarmos menos pessoas, e mais indivíduos.
Sempre soube, ou melhor, sempre tive como garantido que o ser humano era essencialmente fruto do meio onde está inserido...
Hoje em dia acredito que o ser humano é cada vez mais influenciado pelo mundo onde se insere.
Hoje escolhemos o que há uns anos atrás não era sequer hipótese de escolha..
Hoje temos total controlo daquilo que queremos ser, ou melhor hoje temos total acesso à projecção daquilo que gostaríamos de ser.. e se não o conseguimos ser, fingimos que somos, porque para os outros é exactamente a mesma merda!
E é isso que na verdade mais importa, aquilo que eu sou, tem mais valor, quando é valorizado pelo outro, e não quando me distingue do outro.
Obrigado avô por tudo o que me ensinou.
Nos meus 27 anos de vida, aprendi muito com a sua rectidão, com a constância de um pensamento estruturado, edificado a tijolo e cimento, e assente numa preponderância de convicções inabaláveis que tanta falta fazem a este mundo do qual partiu.
A mim fazem-me muita falta, e acho que aqui, agora, com as lágrimas que me escorrem pela cara, fruto das palavras que aqui escrevo, praticamente 2 meses depois da sua morte, agora sim sinto verdadeiramente a falta que me faz.
Tenho pena de não lhe ter dito as últimas coisas que tinha para lhe dizer, para lhe contar, para lhe mostrar.
Aprendi muito, contarei tanto, pensarei sempre, mesmo que isso seja a doença dos meus olhos, que tive a sorte de ter sido educado por alguém que sempre considerei uma entidade deveras superior, magnânime, acima de todas as coisas térreas.
Continuarei a missão de ser o que sou, de ser como sou, de tentar que os outros sejam mais como eu, porque não quero de todo ser igual a todos os outros.
9 de junho de 2010
O regresso
Alturas há em que não sabemos bem o porquê de tanta coisa, mas no entanto, não deixamos de os rocurar incessantemente, quem? Os porquês...
Porquê? Não sei.
Porque é mesmo assim, porque a vida é exactamente o caminho de procura de respostas para os tantos porquês e não seis com os quais nos vamos deparando no decorrer do percurso que delineamos ao longo da existência fugaz, a que chamamos vida.
Ora no decorrer das respostas, chegamos sempre a mais perguntas.
E hoje pergunto-me porque é o ser humano capaz do melhor e do pior?
Porque carga de água o ser humano português, é cada vez mais levado a olhar apenas para si, apenas par ao que é seu, apenas para o que tem, ou para o que não tem.
A sociedade é transformada por sucessivas más escolhas, por constantes mentiras descaradas, de gente que é escolhida para nos oprimir, para nos remeter para uma irreal, mas palpável condição subjugada de humanidade, a que nos vamos afeiçoando, a que nos vamos acostumando e que a pouco e pouco vamos tomando como verdadeira.
A falsidade passa assim a ser verdade, e a verdade passa assim a ser um preciosimo mimado de quem acha que tudo isto está errado.
Más notícias amigo verdadeiro, estás errado, lixado, és comido, entras mudo e sais calado.
É assim a tua vida.
Passas férias na Costa da Caparica, conduzes um BMW que estás a pagar há 5 anos, tens uma mulher que pesa 95 kgs, 2 filhos badalhocos a quem a tua esposa corta o cabelo à tigela, e ainda comes sopa de alface e orelha de porco como uma iguaria gourmet.
Triste vida a tua, de homem "feliz".
Cava-se um fosso cada vez maior entre os que pouco têm e os que nada têm.
Não, não me enganei, ao não ter referido os que têm muito, porque esses, esses são de uma estratosfera totalmente à parte do mundo das pessoas.
Esses não são quantificáveis, palpáveis, misturáveis e enumeráveis.
Esses têm muito mais, mais que muito, mais que todos.
Porquê?
Não sei.
Porquê? Não sei.
Porque é mesmo assim, porque a vida é exactamente o caminho de procura de respostas para os tantos porquês e não seis com os quais nos vamos deparando no decorrer do percurso que delineamos ao longo da existência fugaz, a que chamamos vida.
Ora no decorrer das respostas, chegamos sempre a mais perguntas.
E hoje pergunto-me porque é o ser humano capaz do melhor e do pior?
Porque carga de água o ser humano português, é cada vez mais levado a olhar apenas para si, apenas par ao que é seu, apenas para o que tem, ou para o que não tem.
A sociedade é transformada por sucessivas más escolhas, por constantes mentiras descaradas, de gente que é escolhida para nos oprimir, para nos remeter para uma irreal, mas palpável condição subjugada de humanidade, a que nos vamos afeiçoando, a que nos vamos acostumando e que a pouco e pouco vamos tomando como verdadeira.
A falsidade passa assim a ser verdade, e a verdade passa assim a ser um preciosimo mimado de quem acha que tudo isto está errado.
Más notícias amigo verdadeiro, estás errado, lixado, és comido, entras mudo e sais calado.
É assim a tua vida.
Passas férias na Costa da Caparica, conduzes um BMW que estás a pagar há 5 anos, tens uma mulher que pesa 95 kgs, 2 filhos badalhocos a quem a tua esposa corta o cabelo à tigela, e ainda comes sopa de alface e orelha de porco como uma iguaria gourmet.
Triste vida a tua, de homem "feliz".
Cava-se um fosso cada vez maior entre os que pouco têm e os que nada têm.
Não, não me enganei, ao não ter referido os que têm muito, porque esses, esses são de uma estratosfera totalmente à parte do mundo das pessoas.
Esses não são quantificáveis, palpáveis, misturáveis e enumeráveis.
Esses têm muito mais, mais que muito, mais que todos.
Porquê?
Não sei.
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