6 de outubro de 2009

"(...)A vida não é dia sim dia não(...)"

A grande artista da nossa bela praça, Mafalda Veiga, ousou um dia desenhar as letras que fizeram desta uma das mais blas e verdadeiras frases que alguma vez passeou alegremente pelos meus canais auditivos.
De fato Mafalda, tens toda a razão, A vida não é dia sim dia não, nem nada que se assemelhe a tal. Viver implica agira, implica transformar, incidir, errar, sorrir, falhar, sressaír, acertar, viver, implica isso mesmo, viver, ser, estar, querer, pensar. De nada serve o vangloreio individual e estúpido de qem acha que a vida não é mais que um arrastar patético do corpo sem alma, em direcção ao abismo predestinado, daqueles que estão neste mundo sem qualquer objectivo, directriz, linha orientadora, ou o que quer que lhe queiram chamar.
No outro dia quis não viver, estava armado em parvo, estava farto, talvez pelo adiantado da hora, mas quis. No dia seguinte já me tinha passado a estupidez, mas no entanto, ficou-me de aviso no cérebro, que há dias em que não queremos fazer absolutamente nada, e esses dias nem sempre são Domingos.
Dias em que não queremos existir, ou melhor, como diz um grande amigo, disa em que queremos passar o próprio dia com a cabeça enterrada nas almofadas.
Tem graça, nas almofadas conseguimos estar sem fazer nada, mentira, pensamos e não é pouco, assim creio que a conclusão a tirar,é a de que não fazer nada, parasitismo respeitante à mobilidade ou à clara inoperância, é sem dúvida de evitar, como tal, usando uma expressão feliz (coisa rara) dos americanas, it's time to move your ass!

17 de setembro de 2009

nem sei ao certo como te hei de chamar














Porque há dias assim, porque existem seguramente imagens capazes de siderar o mais resistente dos olhares, e o mais apático dos pensamentos.
FOmos presenteados com esse magnífico sentido que é a visão e que nos permite vislumbrar e admirar cenáriso como este, um magnífico embalar do sol, em direcção ao outro canto do mundo, onde irá sem dúvida trazer felicidade a tanta gente que dele depende e por ele vive.
Em momentos como este somos realmente de uma pequenez contrastante com a grandeza que achamos que temos, no fundo, de facto de pequenos não passamos e grandes nuinca seremos comparados com a grandeza das obras, dos astros e sobretudo das imagens que os nosso pequeninos olhos conseguem alcançar.
Limitaremo-nos então a viver nessa pequenez ou procuraremos o crescimento através da imagética que nos surpreende e nos apaixona em fracções infímas de segundos tantas vezes desperdiçados em actividades que de nada valem e para nada servem?
Continuaremos a povoar o mundo com a incerteza própria da humanidade que ainda acha que é consciente, ou tomaremos medidas no sentido de tentar salvar alguma coisa, ou alterar o rumo da mesma, ainda que para isso tenhamos de sacrificar as conquistas e o vangloriar das individualidades, tão próprio dos homens que neste mundo habitam?
AO invés disso seria tão mais altruísta e positivo, preocuparmo-nos com o amanhã e não pensar apenas no imediato que reduz, sem qualquer dúvida, a expectativa do que há de vir, a uma merda de uma casualidade que toda esta bela gente, coloca nas mãos da "entidade suprema", quando diz à boca cheia, que o amanhã, será aquilo que Deus quiser..
Eu quero é que Deus esteja sossegadinho, se deixe de truques e desca da poltrona, para ver o mundo em que vivemos.
Tenho a certeza que se as pessoas conhecessem O Senhor, iriam ficar bastante desiludidas com o velhote, que nem deve já ouvir, nem falar direito e deve ter os olhinhos cheios de cataratas, pois se ele não vê o que aqui se passa só pode mesmo ser pitosga até à quinta casa.
Enfim, não é o fim, mas sim o princípio a que devemos prestar atenção.
Miguel, tu bem sabias e bem dizias que não querias cá ficar muito tempo, foi uma verdade, mas bem sei que davas tudo para poderes cá andar, e nós dávamos tudo para te podermos cá ter. Mas que desde que partiste, isto virou ainda mais de pernas para o ar, acredita que sim...
Mas o futuro trará boas novas, e pode ser que com ele, venha também a capacidade que o homem perdeu de sorrir e de acreditar que acima dos pés está o mundo e que deve tirar de lá a cabeça.

11 de setembro de 2009

Quando te arranjas para mim


Noites frescas, pitorescas, acesas quantas as luzes consegues contar. No cimo de uma colina, lugar mais belo e surdo, de onde para ti menina posso olhar.
Zango-me com o mal que te fazem, farto-me de contigo tanto tempo passar. Mas é a ver-te assim ao longe, mais perto do que pensava, que percebo a razão pela qual é impossível não te adorar.
Assim maquilhada e bem vestida, talvez até te levasse ao altar, mas deixemo-nos de aventuras, que nem só de loucuras, nos podemos alimentar.