Existem por aí pessoas que têm objectivos nobres.
Estão vocês a perguntar-se, quem?
Não é o Oliveira e Costa nem o dias Loureiro, nem tão pouco a Manuela Moura Guedes ou o Vital Moreira.
Estou neste momento a falar-vos de alguém que tem como objectivo, escrever e dizer aquilo que pensa, e não é que o sacana vai mesmo editar um livro?
Almas Duras, o título, Chiado editora, o patrocinador da loucura, quando? 28 Junho no bar FOXTROT junto a São Bento.
Será sem dúvida um marco na ainda recém nascida, mas já muito intensa carreira deste jovem autor, um prodigioso pensador de labaredas lexicais, que se aventura nessa tão nobre e concretizadora actividade que é a escrita.
Desejo-te toda a sorte do país, pois seria demasiado desejar-te toda a sorte do mundo, que depois não tínhamos como ir ao Mundial 2010, nem como conseguir tirar o Engenheiro do poder, nem prender o Vale e Azevedo ou acabar com as sandes de courato.
Estou contigo meu amigo.
Grande abraço.
6 de junho de 2009
21 de maio de 2009
YES WE CAN vs. SIM, EU ACHO QUE CONSIGO
Sô Barack, foi com enorme gosto, e até com alguma dose de boa disposição desconfiada, que o ouvi a apregoar aos cantos todos e mais alguns deste belo e pequeno quintal, que é o "SEU" planetita terra, que somos capazes, sim senhor, que conseguimos, que isto, aquilo e acoloutro e até mesmo, exacto, isso tudo.
Ora, desculpe-me a ousadia e perdoe-me o cafagestismo agudo e desafiador, quando me dirijo à sua nobre e mui eloquente pessoa, para lhe dizer que, ah e tal e isso é tudo muito bonito sim senhor, nós podemos, nós conseguimos, nós isto e rebéubéu pardais ao assador, mas nós aqui neste pequenino burgo, confinado a um pequeno cantinho que serve de passagem aos vossos voos da CIA, ao transporte ilegal de passageiros para aquela colónia balnear que têm em Guantanamo, e mesmo às reuniões de amigos que se preparam para decidir qual o país que vão atacar, que se realizam normalmente naquele pedaçito de terra cheio de flores e pessoas simpáticas, no meio do vosso Oceano atlântico, que desde já muito gentilmente eu venho agradecer, a disponibilidade e caridade que vocês têm para com o pessoal todo que se banha nas vossas águas. Bem sei que o Atlântico banha a nossa costa - nem sei se posso falar assim sobre Portugal, e atrever-me a dizer que algo é nosso, mas tudo bem, vamos fazer de conta que ele até é nosso - a GENEROSIDADE QUE DEMONSTRAM EM NOS DEIXAREM DAR UMAS MERGULHAÇAS NESTA ENORME PISCINA, É SOBREMANEIRA APRECIADA. Mas indo ao essencial, queria apenas dizer-vos que a tal mensagem em causa é muito bonita, mas em Portugal nós vemos as coisas de outra forma, em vez de dizermos sim, NÓS CONSEGUIMOS, preferimos dizer, EPÁ, SE CALHAR, ACHO QUE SOU CAPAZ DE CONSEGUIR LÁ CHEGAR. Reparou em alguma diferença? Pois, tem razão, talvez sejamos ambiciosos demais em achar que somos capazes de alguma coisa, mas também nunca fez mal a ninguém sonhar um niquinho. Sim, nós não somos assim muito importantes, mas até somos simpáticos, por exemplo, lembra-se que nós fomos ajudar-vos a matar aqueles iraquianos duma figa, não é, que tinham armas de destruição não sei do quê... e que tinham snippers de 5 anos nos telhados, os malandros, e nós ali ao vosso lado, a matá-los.
Por isso, em tempos de crise, e porque não podemos pedir nada ao nosso Engenheiro Sócrates, oh, não seja assim, pare lá de troçar do homem, que ele já nem pode ouvir dizer que tirou o curso num domingo, você também é levado da breca Barack, bolas, não lhe conhecia esse seu lado galhofeiro e esse gosto desenfreado pela pândega.
Bem, como eu dizia, se tiver um tempinho e se for possível dê cá uma passadinha no burgo, que recebemos muito bem os emigrantes, arranjamos-lhe um trabalhito, assim a construir grandes coisas de futuro, tipo prédios, ou algo não muito cansativo sim?
Abraço forte e continuação de boas viagens.
Ora, desculpe-me a ousadia e perdoe-me o cafagestismo agudo e desafiador, quando me dirijo à sua nobre e mui eloquente pessoa, para lhe dizer que, ah e tal e isso é tudo muito bonito sim senhor, nós podemos, nós conseguimos, nós isto e rebéubéu pardais ao assador, mas nós aqui neste pequenino burgo, confinado a um pequeno cantinho que serve de passagem aos vossos voos da CIA, ao transporte ilegal de passageiros para aquela colónia balnear que têm em Guantanamo, e mesmo às reuniões de amigos que se preparam para decidir qual o país que vão atacar, que se realizam normalmente naquele pedaçito de terra cheio de flores e pessoas simpáticas, no meio do vosso Oceano atlântico, que desde já muito gentilmente eu venho agradecer, a disponibilidade e caridade que vocês têm para com o pessoal todo que se banha nas vossas águas. Bem sei que o Atlântico banha a nossa costa - nem sei se posso falar assim sobre Portugal, e atrever-me a dizer que algo é nosso, mas tudo bem, vamos fazer de conta que ele até é nosso - a GENEROSIDADE QUE DEMONSTRAM EM NOS DEIXAREM DAR UMAS MERGULHAÇAS NESTA ENORME PISCINA, É SOBREMANEIRA APRECIADA. Mas indo ao essencial, queria apenas dizer-vos que a tal mensagem em causa é muito bonita, mas em Portugal nós vemos as coisas de outra forma, em vez de dizermos sim, NÓS CONSEGUIMOS, preferimos dizer, EPÁ, SE CALHAR, ACHO QUE SOU CAPAZ DE CONSEGUIR LÁ CHEGAR. Reparou em alguma diferença? Pois, tem razão, talvez sejamos ambiciosos demais em achar que somos capazes de alguma coisa, mas também nunca fez mal a ninguém sonhar um niquinho. Sim, nós não somos assim muito importantes, mas até somos simpáticos, por exemplo, lembra-se que nós fomos ajudar-vos a matar aqueles iraquianos duma figa, não é, que tinham armas de destruição não sei do quê... e que tinham snippers de 5 anos nos telhados, os malandros, e nós ali ao vosso lado, a matá-los.
Por isso, em tempos de crise, e porque não podemos pedir nada ao nosso Engenheiro Sócrates, oh, não seja assim, pare lá de troçar do homem, que ele já nem pode ouvir dizer que tirou o curso num domingo, você também é levado da breca Barack, bolas, não lhe conhecia esse seu lado galhofeiro e esse gosto desenfreado pela pândega.
Bem, como eu dizia, se tiver um tempinho e se for possível dê cá uma passadinha no burgo, que recebemos muito bem os emigrantes, arranjamos-lhe um trabalhito, assim a construir grandes coisas de futuro, tipo prédios, ou algo não muito cansativo sim?
Abraço forte e continuação de boas viagens.
15 de maio de 2009
E agora?
Agora olha, é esperar para ver.
Há dias, em que os próprios dias enervam, as horas chateiam, os minutos não passam, e os segundos são ensurdecedores...
Nesses momentos o que devemos fazer?
Para além de soltar um habitual Fo**-se, possivelmente a solução poderá passar, por encontrar um qualquer objectivo do estilo, haaaaa, tirar macacos do nariz, com os quais seguidamente podemos fazer movimentos interdigitais circulares até termos uma pequena bola seca de muco, algures entre o indicador e o polegar, ou então com o mindinho, tirar o excesso de cera que habita no reservatório anterior ao tímpano.
Bem, sei que pode ser um tanto ou quanto asqueroso, mas são pequenos conselhos como este, que permitem quebrar o gelo dos momentos ridículos em que esperamos em vão, sem sabermos bem porque é que estamos à espera, e de que é que estamos à espera. Assim, nesses momentos em que assim estamos, digamos, fodidos, por não sabermos porque é que estamos fodidos, mais vale limpar o salão, para que comece o baile.
Pensem nisto, pode ser que dêem convosco a sacar burriés e a limpar o tímpano, mas não se se esqueçam, cotovelo em ângulo de 90ºc e sempre, mas sempre com o mindinho.
Há dias, em que os próprios dias enervam, as horas chateiam, os minutos não passam, e os segundos são ensurdecedores...
Nesses momentos o que devemos fazer?
Para além de soltar um habitual Fo**-se, possivelmente a solução poderá passar, por encontrar um qualquer objectivo do estilo, haaaaa, tirar macacos do nariz, com os quais seguidamente podemos fazer movimentos interdigitais circulares até termos uma pequena bola seca de muco, algures entre o indicador e o polegar, ou então com o mindinho, tirar o excesso de cera que habita no reservatório anterior ao tímpano.
Bem, sei que pode ser um tanto ou quanto asqueroso, mas são pequenos conselhos como este, que permitem quebrar o gelo dos momentos ridículos em que esperamos em vão, sem sabermos bem porque é que estamos à espera, e de que é que estamos à espera. Assim, nesses momentos em que assim estamos, digamos, fodidos, por não sabermos porque é que estamos fodidos, mais vale limpar o salão, para que comece o baile.
Pensem nisto, pode ser que dêem convosco a sacar burriés e a limpar o tímpano, mas não se se esqueçam, cotovelo em ângulo de 90ºc e sempre, mas sempre com o mindinho.
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