21 de abril de 2009

Quanto mais se lê...

Uma conclusão um tanto ao quanto parva, a que tenho chegado ultimamente, é que o ser humano se torna tanto mais inteligente, quanto mais material escrito tem a capacidade e a possibilidade de ler.
Ou seja, quem lê é inteligente, e quem não lê, é parvo, é estúpido, é BURRO!
Meus amigos, ler é de facto muito importante, acima de tudo, ler material que não tenha qualquer imagem, que nos faça, IMAGINAR, criar mundos nas nossas modestas e deturpadas mentes e deixar o cérebro evoluir, criar, inventar, projectar mentalmente através da visão do pensamento, as características´físicas do material que lemos.
Creio que o cerne da questão reside mesmo no trabalho que se deve dar à imaginação. Não é preciso pensar muito para cada um de nós perceber a importância real que tem esta nobre capacidade do ser humano, mas deixo-vos então um conselho, leiam, estimulem as pessoas com quem passam mais tempo a ler também, pais, filhos, amigos, namoradas, namorados, avós, tias, tios, vizinhos, empregados de café, amigos do futebol, bla,bla,bla... mas acima de tudo, leiam, não só no tempo livre mas também no tempo ocupado. Parece que já estou a ver, o país inteiro na leitura, a imaginar, e o Sócrates a passear...
É isso, toca tudo a ler, porque se lermos todos, eles não têm para quem pregar, e limitam-se só a roubar o povo, sem que nos custe nada.

5 de abril de 2009

A vida não está fácil

Bem sei que o título dado a este pequeno epitáfio, é por todos já sobejamente conhecido, mas, mas nada.
Quem tiver a coragem e a simultaneamente a honra de ler esta parvoíce, mais uma daquelas tão boas com que vos tenho presenteado, perceberá, ou talvez não consiga mesmo perceber (se assim for paciência, também ninguém morre...) a razão pela qual assim resolvi chamar esta estupidez traduzida em palavras.
Ora, comecei a trabalhar...
Muitos de vós estarão a pensar várias e distintas coisas, mas aqueles que têm alguma estima e apreço pela minha mui nobre e leal personalidade, terão um pensamento em comum, pelo menos este têm de ter, se não o têm, é porque ou não gostam tanto de mim assim, ou simplesmente são uns bois. Assim, como eu dizia, aqueles que nutrem algum carinho pela minha distinta e estúpida pessoa, estarão a pensar:
"Estás a trabalhar? Boa pá, ainda bem, vais ganhar umas pastas para os teus gastos, e sempre passas o tempo. Mas já agora, e como ainda não disseste, estás a trabalhar em quê? Ainda não disseste..." Aqueles que não gostam tanto de mim assim, ou que simplesmente são uns bois, estarão a pensar o seguinte:
"Fod..... Tás a trabalhar? Já não era sem tempo. Tinhas medo de magoar as mãos era? Ou achavas que isso de andar a tirar o curso de profissional a limpar rabos a meninos e contar histórias para eles adormecerem ( Esclarecendo que as pessoas que não gostam tanto de mim assim, ou que simplesmente são uns bois, tem esta marcada e brilhante designação para a Licenciatura em Educação de Infância) dava dinheiro a alguém... Vai mas é trabalhar malandro!!
Mas já agora, 'tás a trabalhar em quê? A ensinar os míudos a fazer desenhos é?? Ou a explicar-lhes como é que se põe a comida a aquecer no micro-ondas, ou então ainda melhor, trabalhas como professor de atar atacadores e de não comer macacos do nariz? hahaha..."
Pois bem, para todos vocês, os que gostam muito, os que gostam mais ou menos e os que não gostam tanto assim ou então são uns bois, estou a trabalhar no Oceanário de Lisboa.. Incha Porco, vai buscar, toma... embrulha...
Mas agora é que vem a a parte boa, então e o que é que o senhor Educador de infância, que ainda não exerceu a sua licenciatura e que agora se vai tornar num mestre em Jornalismo, está a fazer no Oceanário??
- Eu??
- Ando para lá, bem longe dos peixes a fazer... a ... bem... eu... ahhhh....
Pico bilhetes na entrada da exposição dos Monstros Marinhos...
Pronto, agora é aquela parte em que simultaneamente, aqueles que gostam de mim, os que gostam mais ou menos, os que não gostam tanto assim ou então são uns bois, se juntam todos em uníssono e soltam uma gargalhada igualzinha aquela que soltam quando vêm alguém a cair, ou a ser completamente encharcado por um carro que passa junto a um passeio onde mora uma poça do tamanho do Rio Tejo...
É verdade, ando a picar bilhetes.. Ganho 2.60 euros à hora, tenho subsídio de alimentação, estou 5 horas de pé, num raio de acção de aproximadamente 7 metros quadrados, e... mais nada.. pico bilhetes e indico às pessoas, onde fica o Oceanário, sim o maior da Europa, o segundo maior do mundo, porque o primeiro é no Canadá.
Creio que neste momento, até os bois e os que não gostam assim tanto de mim, estão com uma cara estranha e com um minúsculo sentimento de pena..
Mas deixem-se disso.. afinal de contas farto de praticar o Inglês e o Espanhol, com os quais me dou muito bem, a quem simplesmente tenho de perguntar se têm bilhete, se já foram ao Oceanário e se ainda não foram, apenas tenho de lhes indicar o caminho que está mesmo debaixo das suas maravilhosas e estrangeiras FUÇAS.
Bem, podia ser pior, mas como diz a minha santa mãe, a vida está difícil filho.

30 de março de 2009

O que os olhos não vêem o cérebro não sabe

Estranha a ideia formada de que tudo somos capazes de ver, com a magnífica ferramenta que a genética se encarregou de nos transmitir. Os olhos.
O que são? Para que servem? Perguntas triviais e básicas que qualquer ser humano, mesmo o menos instruído ou o mais estúpido são capazes de responder. O problema, é quando se pergunta a alguém, o que é que os olhos não vêem. Há dias deparei-me com essa mesmíssima interrogação, quando vi alguém na rua que julgava conhecer, rapidamente me apressei a chamar essa mesma pessoa. Primeiro num tom de voz mais elevado, pois a pessoa, seguia a alguns metros de mim. Seguidamente comecei a baixar o tom de voz, porque naturalmente ao fim de três ou quatro berros de peixeira de mercado, percebi que a pessoa não tinha sequer inclinado a cabeça à procura do som familiar, que corresponde ao nosso próprio nome.
Desiludido e frustrado, prossegui o meu caminho em direcção ao autocarro que entretanto acabei por perder, claro está. Na viagem para casa dei por mim a pensar, que o cérebro humano tem várias limitações. Como por exemplo, aquela que está relacionada com esta estúpida aventura que serve de introdução a esta pseudo teoria leviana. O nosso cérebro tem uma enorme capacidade de armazenamento de informação, mas não consegue fazer a "simulação" da evolução, do aspecto físico de uma pessoa. Ou seja, alguém que conhecíamos bastante bem, há 10 anos atrás, permanecerá para sempre gravada na nossa mente, como a pessoa e a figura que nessa altura conhecemos. Não conseguimos de modo algum saber como é a cara da pessoa 10 anos depois, se engordou, se envelheceu, se foi brutalmente espancada e agora tem os dentes partidos e a cara cheia de cicatrizes... NADA, ABSOLUTAMENTE NADA! E permanecemos nessa ignorância até voltarmos a encontrar a pessoa, seja lá onde for e como for.
Ou seja, o cérebro esquece as amizades para ter capacidade de fazer novas amizades, deixa de gostar de umas coisas para passar a gostar de outros. O próprio cérebro é selectivo e discriminatório. Se a sociedade é o conjunto das individualidades, então o conceito está minado desde o início. O indivíduo é sempre egoísta e selectivo, não há de a sociedade o ser em muito maior escala...
Coragem, nem tudo está perdido, resta-nos imaginar aqueles que conhecemos como imortais, até que um dia saibamos que casaram, tiveram filhos, viveram e morreram atropelados por um alcoólico de patins em linha... ou não.