Começou mal, continua mal, seguirá melhor?
Será que os dias que seguem os dias, precedem as noites que os conhecem de cor?
Em jeito de conclusão segue-se a introdução, em parte dependente de uma enorme confusão, do oriente ao ocidente, da longínqua memória distante, da perpétua sensação dilacerante. O confuso torna-se óbvio, o tranquilo ascende ao surreal, perenes as sensações matinais de um poeta mergulhado no real.
Segue-se o ano ímpar, o número 9, o eixo do desconhecido, assume-se bem parecido, assume-se convidativo, assume-se descritivo e nada repetitivo. Os mesmos ventos sopram, sempre de norte para sul, neste nosso lindo Portugal, lovelly, amazing, wonderfull.
Admira-me a capacidade que temos de criar, de construir, cada um de nós constrói a sua própria realidade com fragmentos do que observamos, grandes peças do que pensamos, enormes quantidades do que sentimos, mas no final tudo acaba por se resumir a uma só precedência. A influência que o Eu assume na programação do presente e na idealização do futuro. Confiança, força, presença, peito aberto às balas e acima de tudo coragem para enfrentar novos desafios. Para a frente é que se olha, para cima se der mais jeito, prefiro sonhar bem alto, do que cair sem qualquer preceito.
Viver é viver, morrer é engrandecer a vida que se viveu. Mas a morte nunca alcança a grandeza dos feitos de quem vive e nunca tem a força, mesmo que ambicione tê-la, das imagens constantes que gravamos na mente, como se os nossos olhos fossem pequeníssimas câmaras de vídeo, que gravam ininterruptamente o visual e desenhado contorno dos dias pelos quais passamos. A morte resume-se a isso mesmo, ao sinónimo de fim físico, de terminus da essência. Viver é mágico, morrer é simples.
Nascer é um privilégio e este ano acabou de nascer, como tal, devemos sentir-nos extremamente privilegiados por estarmos a assistir a mais um nascimento de um novo ciclo.
Força Portugal que este ano, embora tenha começado mal, irá ser por certo, algo de fenomenal.
5 de janeiro de 2009
16 de dezembro de 2008
Gosto de aparências
Efectivamente, gosto das aparências.. Assim o disse Rui Reininho e assim o afirmo eu também. As aparências, raramente me iludem, mas muitas vezes me desiludem. Creio que este é de facto o ponto fulcral desta mensagem. Muitas são as ocasiões, em que as impressões, as aparências desiludem o ser humano e isso começa exactamente, pelo treino obcecado e intensivo que o nosso sentido apurado, ou em alguns casos simplesmente deficiente, a visão, nos remete para juízos de valor precipitados, ou não, isto é, as primeiras impressões, os primeiros olhares, as primeiras observações que fazemos sobre algo, ou sobre alguém, são quase sempre decisivas relativamente à formação de opinião sobre esse algo ou alguém, seja ela, positiva ou negativa. Assim, um conselho que gostaria de deixar a esta tão nobre espécie, tão inteligente e dotada de tamanha supremacia, seguinte:
-Humano, deixa de usar a primeira impressão como uma espécie de tribunal interno, onde conferes um julgamento sem hipótese alguma de defesa, onde condenas sem qualquer tipo de possibilidade do condenado se defender e opta por um tratamento mais justo da imagem de filtras. Aprende a ser humano e a respeitar as diferenças a que os teus olhos não estão habituados, deste modo viveremos todo bem melhor, neste paraíso em forma de globo, que é este belo planeta triste.
-Humano, deixa de usar a primeira impressão como uma espécie de tribunal interno, onde conferes um julgamento sem hipótese alguma de defesa, onde condenas sem qualquer tipo de possibilidade do condenado se defender e opta por um tratamento mais justo da imagem de filtras. Aprende a ser humano e a respeitar as diferenças a que os teus olhos não estão habituados, deste modo viveremos todo bem melhor, neste paraíso em forma de globo, que é este belo planeta triste.
24 de novembro de 2008
No aprender está o ganho
É impressionante a capacidade humana mais brilhante e que, sendo treinada, nos acompanha por toda a vida, estou a falar, não da capacidade portuguesa de enganar o próximo ou da capacidade humana de se tornar melhor que o seu semelhante, ou mesmo da capacidade inata de... comer, estou sem dúvida a falar da maravilhosa capacidade que o ser humano possui, a capacidade eterna de aprendizagem. Sentir que estamos de facto a apreender qualquer coisa, a "enfiar" no nosso cérebro, coisas novas, que vamos desmontando e categorizando mentalmente e que nos tornam, mais capazes, mais cultos, mais pessoas, mais cidadãos do mundo, mais seres vivos, e que, a meu ver, nos faz sentir melhor por termos a possibilidade de aprender constantemente.
È sem dúvida esta sensação que tenho experimentado recentemente e que me tem trazido um gaudio inexplicável. É uma leve sensação de medo que me assalta, por estar a entrar num campo totalmente novo, que é o das ciências da comunicação, mais propriamente, o Jornalismo, mas ao mesmo tempo, sinto uma enorme felicidade por me sentir novamente a aprender. Creio que esta será sem dúvida, a melhor forma de vos explicar o que sinto, uma enorme felicidade, aliada a uma tremenda curiosidade, que se justifica pela "ignorância" que sinto relativamente ao meio em que me estou a inserir. Sei o que fiz, porque é que o faço, e o que quero fazer. E tu? tens alguma coisa a dizer? Aprender é bom, aprende, só tens a ganhar.
È sem dúvida esta sensação que tenho experimentado recentemente e que me tem trazido um gaudio inexplicável. É uma leve sensação de medo que me assalta, por estar a entrar num campo totalmente novo, que é o das ciências da comunicação, mais propriamente, o Jornalismo, mas ao mesmo tempo, sinto uma enorme felicidade por me sentir novamente a aprender. Creio que esta será sem dúvida, a melhor forma de vos explicar o que sinto, uma enorme felicidade, aliada a uma tremenda curiosidade, que se justifica pela "ignorância" que sinto relativamente ao meio em que me estou a inserir. Sei o que fiz, porque é que o faço, e o que quero fazer. E tu? tens alguma coisa a dizer? Aprender é bom, aprende, só tens a ganhar.
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