14 de novembro de 2008
Perder...
Muito se perde, pouco se ganha. Mas engana-se quem afirma ao mundo que não tem mau perder. Hipócritas, isso sim, mentirosos, sem dúvida, ainda que inconscientemente. Pior do que mentir aos outros, é por certo, mentir-mo-nos a nós mesmos, tentarmos enganar a única pessoa que tem a certeza absoluta e messiânica das nossas convicções, crenças, valores e verdades. Querermos acreditar que não nos importamos com a derrota, ou ainda pior, com a perda, é uma descarada e rídícula tentativa de engano pessoal. Que atire a primeira pedra, o parvo, estúpido, burro, imbecil, troglodita, sem querer diminuir esse povo que vive nas montanhas da Tunísia e que nada tem de imbecil ou troglodita, que achar ou que tenha mesmo a coragem de afirmar conscientemente e ciente da dimensão daquilo que está a dizer, que não se importa, ou melhor, que é totalmente indiferente à perda, à derrota. Pois quem o disser, que pense duas vezes antes de voltar a proferir tamanha insensatez. Perder é triste, é doloroso, é terrível, é uma das piores sensações que o ser humano pode experienciar, talvez apenas superada pela vergonha e pela solidão, por isso meus amigos, que se afirmam senhores de um admirável fair play, tenham tento na língua e vão à mais profunda gruta do vosso subconsciente verificar a veracidade dessa vossa estúpida e atrasada falsa questão. Perder é algo para que não estamos preparados, o nosso cérebro não vem equipado de série com essa maravilhosa capacidade que é a aceitação da derrota e da perda.
13 de novembro de 2008
piada
Muito me apraz constatar, o degradante estado da minha mente retorcida, que imagina coisas onde elas não existem. Não deixa de ser engraçado viver neste mundo sujo e perceber que de facto não passo de um simples anormal que acha piada às coisas mais estúpidas e insignificantes. Desfaço-me em gargalhadas quando vejo alguém caír, chamam-me sádico, se acho graça aos problemas e infelicidades dos outros, chamam-me insensível, se me divertem os sem abrigo, os marginais, os tóxicodependentes, os reformados, os doentes, os animais abandonados, chamam-me estúpido, mas afinal de que me posso eu rir?
O mundo perde a olhos vistos, a sua natural capacidade de rir, de diversão, de escárnio, de hilariante e afunda-se categóricamente nesse saco negro, ou azul, que é abrilhantado pela tão afamada crise, que traz professores para a rua, que traz famílias inteiras para a rua, que não conseguem pagar empréstimos, que têm empregos e ordenados, mas que não chegam para o orçamento mensal, que qerem comer e não podem, que têm sede e não têm água, a isto tudo eu simplesmente acho piada, acho piada porquê?
Porque me consigo rir de tudo isto e consigo acreditar que isto são apenas peças de teatro diárias, feitas propositadamente para divertir os anormais como eu, que ainda conseguem sorrir e ter capacidade de acreditar que tudo isto não passam de manobras de diversão, ou melhor, que tudo isto são acima de tudo piadas muito bem elaboradas e trabalhadas, pelos senhores de fato e gravata que governam o mundo engraçado em que vivemos. tem piada ou não tem. estes senhores são ou não são o fim da picada?
O mundo perde a olhos vistos, a sua natural capacidade de rir, de diversão, de escárnio, de hilariante e afunda-se categóricamente nesse saco negro, ou azul, que é abrilhantado pela tão afamada crise, que traz professores para a rua, que traz famílias inteiras para a rua, que não conseguem pagar empréstimos, que têm empregos e ordenados, mas que não chegam para o orçamento mensal, que qerem comer e não podem, que têm sede e não têm água, a isto tudo eu simplesmente acho piada, acho piada porquê?
Porque me consigo rir de tudo isto e consigo acreditar que isto são apenas peças de teatro diárias, feitas propositadamente para divertir os anormais como eu, que ainda conseguem sorrir e ter capacidade de acreditar que tudo isto não passam de manobras de diversão, ou melhor, que tudo isto são acima de tudo piadas muito bem elaboradas e trabalhadas, pelos senhores de fato e gravata que governam o mundo engraçado em que vivemos. tem piada ou não tem. estes senhores são ou não são o fim da picada?
23 de outubro de 2008
Inimigos
Na vida,existem paradoxos interessantes mas ao mesmo tempo estúpidos. Veja-se por exemplo, os amigos. É verdade que eles existem, é verdade que na sua grande maioria tratam-se de seres humanos exactamente idênticos a nós, salvo as excepções que comportam os seres vivos, que não são humanóides, e sim animais, mas não deixa de ser menos verdade que entre amigos, a dita, amizade, acaba por se tornar uma coisa extremamente complexa e por vezes pouco perceptível. Ora vejamos, competimos diariamente por tudo, desde a atenção dos outros amigos, a atenção das raparigas que fazem parte desse mesmo grupo de amigos, competimos por empregos, por lugares nas universidades, por férias em sítios melhores e menos melhores, por roupas, mais ou menos interessantes, cortes de cabelo, mais tarde, passamos a competir por salários, por casas, pela localização dessas mesmas casas, pela festa de inauguração das casas, pela festa do casamento, pela igreja onde casamos, pelo aparato do copo de água, pela bebedeira que se apanha, pelo carro que compramos, pelos filhos que temos, pelos colégios onde os matriculamos, pelos desportos em que os inscrevemos, novamente pelas férias que fazemos, pelas fotografias que tiramos, pela televisão que compramos, pelas prendas que oferecemos, pela qualidade dos jantares que damos...
No fundo, passamos uma vida inteira em comparações e competições estupidificantes, com aqueles que consideramos ser os nossos amigos, os nossos melhores amigos, com quem partilhamos segredos, confidências, traições, tristezas, alegrias, frustrações, dores, incertezas.. tudo. Acabamos por estar a partilhar e a expor todas estas coisas, aos nossos INIMIGOS. A amizade é ou não é uma coisa subjectiva?
Amigos, pensem nisto, mas acima de tudo, pensem bem naqueles que escolhem como amigos, e não os vejam nunca como inimigos, este é talvez o segredo de manter boas e longas amizades, neste mundo de inveja.
Porque acima de tudo, o que acontece é que o ser humano, teme sempre, aquilo que não tem a capacidade de compreender, e ao temer, goza, ridiculariza, troça, rebaixa, e porquê? Porque o homem, é burro, é estúpido, e muitas vezes não tem a capacidade de melhorar. Se tens amigos assim, não te aflijas, não és o único e vais encontrar mais "amigos" destes na tua vida. Dorme descansado, a tua vida vale mais com a amizade, tens é de saber dar-lhe o seu verdadeiro e real valor. Os amigos que tens hoje em dia, podem não ser eternos, mas são teus amigos, podem roubar-te a casa, o trabalho, a mulher, o carro, e tudo mais, mas estão a teu lado quando precisas, por isso não tenhas medo, mesmo com os teus amigos, usa preservativo.
No fundo, passamos uma vida inteira em comparações e competições estupidificantes, com aqueles que consideramos ser os nossos amigos, os nossos melhores amigos, com quem partilhamos segredos, confidências, traições, tristezas, alegrias, frustrações, dores, incertezas.. tudo. Acabamos por estar a partilhar e a expor todas estas coisas, aos nossos INIMIGOS. A amizade é ou não é uma coisa subjectiva?
Amigos, pensem nisto, mas acima de tudo, pensem bem naqueles que escolhem como amigos, e não os vejam nunca como inimigos, este é talvez o segredo de manter boas e longas amizades, neste mundo de inveja.
Porque acima de tudo, o que acontece é que o ser humano, teme sempre, aquilo que não tem a capacidade de compreender, e ao temer, goza, ridiculariza, troça, rebaixa, e porquê? Porque o homem, é burro, é estúpido, e muitas vezes não tem a capacidade de melhorar. Se tens amigos assim, não te aflijas, não és o único e vais encontrar mais "amigos" destes na tua vida. Dorme descansado, a tua vida vale mais com a amizade, tens é de saber dar-lhe o seu verdadeiro e real valor. Os amigos que tens hoje em dia, podem não ser eternos, mas são teus amigos, podem roubar-te a casa, o trabalho, a mulher, o carro, e tudo mais, mas estão a teu lado quando precisas, por isso não tenhas medo, mesmo com os teus amigos, usa preservativo.
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